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King's Man: A Origem

14 de Janeiro de 2022

A franquia Kingsman começou de forma primorosa com uma obra irreverente, criativa e memorável, podendo ser considerada um dos melhores blockbusters dos últimos anos. Com uma derrapada na sequência, o diretor Matthew Vaughn tornou real a sua tentativa de criar um filme de origem digno, se aprofundando e expandindo esse universo, e até consegue ser melhor que o seu anterior, mas fracassa ao tentar algo acima disso.


A história retoma diversos ideais heroicos clássicos que tornam ainda mais profunda a criação dessa organização, e isso é muito interessante de ver, principalmente pelo fato do filme se passar em um momento delicado da história mundial (no qual o filme utiliza bem o seu pano de fundo). De forma direta, a temática da lealdade e da integridade são retratadas bem se levar em consideração os seus personagens; todos sendo bem interpretados pelos seus respectivos atores.


Mas o problema principal do filme mora na sua decupagem e na sua abordagem como um todo. Com um diretor que tem Kick-Ass (2010) e X-Men: Primeira Classe (2011) no currículo, era de se esperar uma direção mais criativa e menos automática. A maneira como o filme conduz o seu roteiro é produzida de uma maneira pouco inspirada e até mesmo preguiçosa, o que faz com que se vá uma grande chance na tentativa de dar uma “cara” nova para essa franquia sem ficar se repetindo da mesma fórmula que deu certo em apenas um longa. Apesar das cenas de guerra e de luta; principalmente essas; serem bem pontuais e envolventes (nessa parte em específico, o diretor nunca decepciona), todo o resto que envolve a abordagem de um autor acaba sendo decepcionante.

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