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Thor: Amor e Trovão

13 de Julho de 2022

O terceiro filme do deus do trovão, Thor Ragnarok (2017), foi um sucesso ao abraçar a comédia e trazer um estilo mais caricato e menos sisudo do personagem. A sequência resolveu beber dessa mesma fonte, mas não teve a eficácia do seu antecessor, e os motivos são diversos.


Thor: Amor e Trovão, para começar, confunde fazer comédia com bestializar os seus personagens ao máximo a ponto de torná-los irreconhecíveis em comparação ao que eram antes. Na tentativa frustrada de ser engraçado, ele acaba diminuindo os seus protagonistas e as suas motivações para aplicar a tal “fórmula Marvel” com o intuito de agradar o seu público, mas dessa vez, o humor chega a ser tão inconsistente que o tiro saiu pela culatra. É um filme bobo, no pior sentido da palavra, que utiliza da sua caricatura como um motivo para criar diálogos infantis (por consequência, preguiçosos) e cenas extremamente enfadonhas.


O Christian Bale, coitado, é uma das únicas coisas que se salvam nessas duas horas, pois apesar de ter uma motivação pouco envolvente e do seu personagem ser uma vítima desse roteiro pavoroso, o ator procura dar ao vilão uma presença imponente e cheia de nuances. Há uma cena no terceiro ato com os heróis do filme que é bem interessante, com uma imersão visual diferenciada até mesmo em comparação a outras obras da Marvel, sendo esse um dos pouquíssimos momentos do longa no qual ele tenta criar uma boa experiência sensorial.


E até tem umas partes humorísticas interessantes, algumas piadas legais, e confesso que foi bom ouvir as músicas do Guns N’ Roses, mas é frustrante apontar essa como uma qualidade “separada”, pois ao invés das músicas serem utilizadas para criar uma espécie de combinações visuais e sensoriais (como é feito em Guardiões da Galáxia, 2014), elas acabam sendo mais uma espécie de muleta para fazer os fãs esquecerem de todas as deficiências do filme. E no fim, percebe-se que a nova estreia da Marvel se resume a isso: um conjunto de más decisões que tornam as suas particularidades irrelevantes ou desconexas. 

Thor: Amor e Trovão (2022): Perfil
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