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Lightyear (2022)

26 de Junho de 2022

A real necessidade desse spin off existir foi bem discutível desde o anúncio de sua criação, ainda mais entendendo que a Disney, nos últimos anos, se tornou mais uma máquina de produzir caça níqueis do que de criar histórias e universos com a real intenção de nos encantar. A história do patrulheiro espacial não soa tanto como um desses artifícios artísticos e é até competente no que se propõe á fazer, apesar de não ser uma grande animação.

Podemos dizer que a sua temática é um grande diferencial em comparação ao que a Pixar já produziu, entendendo-se que é o primeiro filme nato de ficção científica desde Wall-E (2008). É interessante ver as viagens do tempo e cenas de ação, a direção de arte explora bem esses espaços e o filme cria uma aventura interessante ao redor desses elementos.

E em cima disso, ele desenvolve bem as relações entre os personagens e os seus objetivos. Ver Buzz e os seus companheiros superando os seus obstáculos e evoluindo com o protagonista é uma forma de vermos um outro lado do patrulheiro que não assistimos na franquia em que era coadjuvante.

Mas mesmo sendo um longa divertido, não chega a ser inesquecível ou memorável, como podemos chamar os seus antecessores e os longas da era de ouro da Pixar (Wall-E, Ratatouille, Os Incríveis, etc). Isso mostra um leve declínio do estúdio em relação a sua inventividade e criatividade. O que não quer dizer que ele é um filme ruim ou fraco, longe disso, nem que os outros lançados nos últimos anos sejam, mas é um fato que toda a comoção que tinha antes e o compromisso de criar obras de peso, diminuiu bruscamente.


Lightyear se sustenta por si próprio e diverte quando tem que divertir, mas não tem a mesma magia da franquia Toy Story e pode acabar se confrontando com o esquecimento.

Lightyear (2022): Sobre mim
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